O retrato de uma geração em cartas escritas na prisão da Vila Militar
Ex-presa política, Lúcia Velloso lança em livro textos que escreveu entre 1971 e 1974
Em setembro de 1971, Lúcia Velloso Maurício foi presa. Aos 20 anos, ela foi um a das pessoas responsáveis pelos sequestros do embaixador alemão Ehrenfried Von Holleben e do embaixador suíço Giovanni Bucher em 1970, ambos trocados por presos políticos da ditadura militar. Lúcia passaria os próximos quatro anos presa na Vila Militar. Naquele período, escreveu cerca de 200 cartas para família, amigos, ex-colegas de prisão e, principalmente, Alex Polari, também membro da VPR e com quem se casaria ainda na prisão. Passados mais de 40 anos, a hoje professora da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP/Uerj) decidiu publicar uma seleção de textos escritos no cárcere no livro Cacos de sonhos: cartas de uma ex-prisioneira da Vila Militar (1971-1974) (Ponteio, 296 pp, R$ 56), que será lançado na próxima quinta-feira (10), às 19h, na Blooks Livraria (Praia de Botafogo, 316 – Rio de Janeiro/RJ). As missivas reunidas constroem um retrato da geração que pegou em armas contra o regime.
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