Proibição de ‘Os Versículos Satânicos’ foi um ‘erro’, diz ministro indiano
Obra de Salman Rushdie ainda não é permitida no país
A proibição do livro Os Versículos satânicos na Índia, em 1988, foi classificada como “um erro” pelo ministro da Administração Interna do país, Palaniappan Chidambaram, em um festival literário do último sábado, segundo o jornal “Times of India”. Até hoje, 27 anos depois, o impedimento da importação do livro de Salman Rushdie ainda vigora na Índia, mesmo após diversas manifestações do autor britânico de origem indiana contra a decisão do governo. O romance originalmente publicado na Inglaterra comparava as três mulheres do profeta Maomé a prostitutas e chamava o fundador do islamismo por um nome depreciativo, atraindo a ira dos muçulmanos. Na Grã-Bretanha, imigrantes islâmicos queimaram exemplares do livro, que foi proibido em diversos países e motivou protestos na Índia e no Paquistão. “Eu não hesito em dizer que a proibição foi um erro”, disse Chidambaram, que atuava no governo à época da proibição, durante o governo de Rajiv Gandhi.
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