Livro da Cosac Naify é eleito melhor livro do ano pelo Prêmio SP de Literatura
‘Tempo de espalhar pedras’, do potiguar Estevão Azevedo, foi eleito Melhor Livro do Ano pelo prêmio concedido pelo governo paulista
Na noite dessa segunda-feira (30), ao mesmo tempo em que o jornal O Estado de S. Paulo colocava no ar a notícia de que a Cosac Naify encerrará as suas atividades, o Prêmio São Paulo de Literatura anunciava os seus vencedores do ano. Por ironia do destino, o grande vencedor da noite foi um livro editado pela editora. Tempo de espalhar pedras, de Estevão Azevedo, foi eleito o Melhor Livro do Ano pelo prêmio. As ironias não param aí. O prêmio, concedido pelo governo paulista, teve um sabor nordestino. É que, além de Estevão, potiguar, as outras duas ganhadoras são pernambucanas. Micheliny Verunschk, autora de Nossa Teresa – Vida e morte de uma santa suicida (Patuá) foi a vencedora na categoria Autor Estreante com mais de 40 anos e Débora Ferraz foi a vencedora na categoria Autor Estreante com menos de 40 anos, com Enquanto Deus não está olhando (Record). Pelo prêmio, Estevão receberá R$ 200 mil e as autoras estreantes levarão para casa R$ 100 mil cada.
Para o júri, Azevedo se destacou entre os concorrentes pelo “amplo domínio da maestria narrativa e ficcional”, com um texto surpreendente, que se inscreve na melhor tradição do romantismo brasileiro e do realismo modernista nordestino. Ainda de acordo com o júri, Micheliny Verunschk marca sua estreia com “romance desconfortável sobre a condição humana, com frases ora poéticas, ora prosaicas como um papo de bar”. Já sobre Débora Ferraz, o júri escreveu que seu romance de estreia é “universal e perfeitamente adaptado a uma realidade local e geracional da juventude no Nordeste brasileiro contemporâneo, mas que poderia ser em qualquer outro hemisfério ou país”.
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