Um editor dedicado à arte do livro
Valor Econômico faz perfil do editor Vanderley Mendonça, homem por tras dos selos Demônio Negro e Edith
Demônio Negro e Edith são dois selos pequenos, no entanto, os resultados que os autores levam ao editor Vanderley Mendonça, também tradutor e poeta, são superlativos. Neste ano, sua autora estreante Carol Rodrigues venceu com Sem vista para o mar os prêmios Jabuti e ABL (Academia Brasileira de Letras) na categoria contos. No ano passado, Horácio Costa, com Bernini, levou o Jabuti de poesia. Foi o segundo prêmio seguido em poesia: em 2013, Ademir Assunção venceu com A voz do ventríloquo. Cearense radicado primeiro em Brasília e depois em São Paulo, Mendonça afirma que tudo surgiu sem a intenção de ser um negócio, mas sem deixar de ser profissional. Em 2006, fez tiragens pequenas (não mais que 50 exemplares), usando a própria casa para montar um pequeno ateliê de impressão e acabamento. “Como editor, continuo achando que o futuro do livro será digital. Porém, projetos que resgatam a arte do livro como objeto continuarão”, disse ao Valor.
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