Parece uma loja comum, mas não é
Repórter do Valor visita livraria da Amazon em Seattle e conta o que viu
Céu azul, carimbado com nuvens brancas. Cena rara em Seattle, famosa pelo clima chuvoso e dias cinzentos. Na semana passada, com um sol suave batendo no rosto, o tempo convidava para uma caminhada pelas ruas frias até a livraria da Amazon, instalada em um pequeno shopping horizontal ao lado da University of Washington. A loja, aberta há duas semanas, é o mais novo projeto-piloto da maior varejista de livros on-line do mundo. Parece uma livraria tradicional, mas não é. A loja, pequena para padrões americanos, é acolhedora. Todos os livros são exibidos de frente, em vez de mostrar a lombada, para que o consumidor veja a capa do livro, que vem acompanhado de uma etiqueta, preta escrita em branco, com dados sobre a obra. O acervo, de apenas uns 5 mil livros – uma fração do portfólio vendido pela Amazon na internet – pode decepcionar o leitor acostumado a frequentar livrarias de grande porte como as americanas Barnes & Noble e Strand ou mesmo as brasileiras Cultura e Livraria da Vila. Mesmo com um acervo que lembra o de uma livraria de aeroporto, ainda que mais parrudo, a loja tem atraído gente e a atenção da mídia. Quando foi aberta, formou-se longa fila na porta e foi assunto discutido por jornais e revistas nos EUA e em outras partes do mundo.
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