Em ‘Gigantes’, Pedro Neschling retrata uma geração que descobre seu lugar no mundo
Ator, diretor, roteirista e dramaturgo lança seu primeiro trabalho ficcional
Aos 33 anos, Pedro Neschling já se orgulha de uma carreira consagrada como ator, diretor, roteirista e dramaturgo. Mas, no fundo, ainda havia uma lacuna. “São muitas atividades que, por serem intensas, retardaram minha estreia na arte que realmente desejava exercer, a literatura”, comenta ele, que agora cumpre mais uma etapa com o lançamento de Gigantes (Companhia das Letras, 232 pp.,R$ 34,90 e-book R$ 23,90), seu primeiro trabalho ficcional, curiosamente assinado pelo seu nome mais completo, Pedro Henrique Neschling. O tempo de maturação, na verdade, foi útil. Na trama do livro, cinco jovens de características bem distintas entre si acalentam o sonho de um futuro brilhante, recheado de boas oportunidades. Mas eles, que na festa de formatura do ensino médio sonhavam em se tornar “gigantes” e vitoriosos, percebem, aos poucos, que o futuro não se tornou tão grandioso assim.
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