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‘O turista aprendiz’, diário das viagens de Mário de Andrade, é relançado

09 de novembro de 2015
2 min de leitura

Reeditado após 30 anos, livro mostra encontro do autor com culturas do Norte e do Nordeste

Quando Mário de Andrade escreveu Dois
poemas acreanos
, em 1925, o mais longe que tinha ido de São Paulo era Minas
Gerais. Nos anos seguinte, Mário colocou em prática esse desejo de ampliação de
horizontes, em duas longas viagens. Na primeira, de maio a agosto de 1927,
seguiu “pelo Amazonas até o Peru, pelo Madeira até a Bolívia, por Marajó até
dizer chega”, como escreveu na época. Na segunda, de novembro de 1928 a
fevereiro de 1929, passou por Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte e
Paraíba com um foco mais específico: a pesquisa das culturas populares. Nessas
viagens, refletiu sobre o que via em diários, rabiscos apressados e crônicas
para jornais. Essas notas só foram publicadas em conjunto 31 anos depois da
morte do escritor, no livro
O turista
aprendiz
(1976), organizado pela professora e pesquisadora Telê Ancona
Lopez, do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), da USP. Há mais de três
décadas fora de catálogo, a obra, que ilumina um momento crucial no pensamento
do autor de
Macunaíma sobre o Brasil,
enfim ganha nova edição, numa parceria entre o IEB e o Iphan. O lançamento será
dia 12, às 20h, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, no primeiro dia
do seminário “Viva Mário!”. A nova edição foi organizada por Telê e Tatiana
Longo Figueiredo, pesquisadora do IEB, com a colaboração de Leandro Fernandes.

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