Lançamento de livros distintos confirma ecletismo de Vargas Llosa
Escritor detalha a sua dívida literária com Gustave Flaubert
Do realismo à fábula – o escritor peruano Mario Vargas Llosa revela sua
perícia ao lidar com estilos tão distintos em dois livros que ganham edição
brasileira. A
orgia perpétua (Alfaguara,
280 pp., R$ 44,90 – Trad.: José Rubens Siqueira) é um dos clássicos de Llosa,
que mescla memória e erudição ao analisar uma das obras capitais da literatura
mundial: Madame Bovary, de Gustave Flaubert. Lançada originalmente em 1975, a
obra é reeditada pela Alfaguara, que também promete para os próximos meses a
segunda história juvenil do autor peruano,
O
barco das crianças
. Llosa descobriu a obra-prima de Flaubert quando chegou
a Paris, em 1959. “Foi o primeiro livro que comprei”, conta. Curiosamente,
A orgia perpétua não nasceu como livro –
convidado a escrever o prólogo de uma nova edição espanhola da obra de
Flaubert, Llosa se alongou no texto e terminou com um material com vida
própria. Com isso, saldou uma dívida intelectual e sentimental.
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