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Os reencontros de Beatriz Bracher com o romance e com o Rio de Janeiro

03 de novembro de 2015
1 min de leitura

Em ‘Anatomia do paraíso’, autora reflete sobre a relação entre homem e mulher

Beatriz Bracher queria escrever um romance sobre a relação entre o homem e a mulher. Queria, mas não sabia. O ano era 2009 e ela tinha começado um conto para o livro Meu amor, que seria lançado naquele ano, cujo protagonista era um jovem estudante de Literatura. Ao ver que a história se adensava em direção a um romance, deixou o texto de lado. Na mesma época em que voltou ao esboço, tinha começado a ler o poema Paraíso perdido, do inglês John Milton. Publicada em 1667, a obra reconstrói a narrativa cristã da expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden. Foi dessa coincidência que nasceu o recém-lançado Anatomia do paraíso (Editora 34). Félix, o estudante de Literatura, trabalha numa dissertação sobre o poema de Milton. Sua vizinha no prédio de conjugados em Copacabana, Vanda, ganha a vida como auxiliar de autópsias em um necrotério na Baixada e dando aulas de ginástica num hotel da Zona Sul, enquanto estuda para o vestibular de Medicina e cria a irmã mais nova, Maria Joana. As vidas e as relações dos dois protagonistas conduzem a narrativa em meio a reflexões sobre o desejo, a inocência, a mulher e o paraíso perdido de Milton.

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