O fabricante de sagas
Bernard Cornwell diz que o sucesso do gênero se deve ao apego dos leitores aos personagens
Produzir sagas históricas, fantásticas ou fantásticas mal disfarçadas de históricas se tornou um empreendimento de retorno garantido na literatura mundial. Tal modalidade de trama parece ganhar mais vida – e dinheiro – que as demais: os leitores as leem de fato, apaixonam-se, criam redes de leitura, pedem bis e vibram ainda mais quando elas são adaptadas para a televisão e o cinema. O caso extremo é a saga romanesca, série televisiva, RPG, linha de jogos, games e brinquedos Game of Thrones, do americano George R.R. Martin. O fenômeno Guerra dos tronos gerou tanto epígonos e seguidores como também animou um mestre de Martin a migrar suas sagas de sucesso para as plataformas eletrônicas. Trata-se do inglês Bernard Cornwell, autor de cinco sagas históricas de enorme sucesso, a maioria passadas na Idade Média, a última delas Crônicas saxônicas, que acaba de chegar à televisão. “Acho que os leitores, velhos e novos, se apegam aos personagens e, por isso, querem ler mais sobre quem amam”, diz Cornwell ao Valor.
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