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Nos 110 anos do 14-Bis

03 de novembro de 2015
2 min de leitura

Família vai publicar livro inédito do inventor

No início
do século passado, Santos-Dumont escreveu à mão 312 páginas em francês que
resgatam o início da história do voo humano, dos mitológicos Ícaro e Dédalo até
outubro de 1901, quando ele deu a volta na Torre Eiffel e provou que a
dirigibilidade dos balões era um sonho possível. O livro, porém, nunca foi
publicado. Agora, a família do inventor busca patrocínio para fazer duas
edições: uma de luxo, com a reprodução dos manuscritos originais, e outra
tradicional. “Santos-Dumont começa no sonho do homem de voar e vai até o
dirigível. Não é um livro técnico, e sim conta a história dos primeiros que
ascenderam com determinado tipo de balão”, conta Alberto Dodsworth Wanderley,
sobrinho-bisneto do inventor que em 2004, logo após a morte de sua mãe,
encontrou as folhas numa gaveta do arquivo de seu pai. O material fazia parte
do lote que passou décadas esquecido no porão do casarão da Praia do Flamengo,
mas foi guardado separadamente dos documentos doados ao Centro de Documentação
da Aeronáutica. Ao longo do tempo, 15 páginas se perderam. Dividido em 13
capítulos, o livro inédito mostra que Santos-Dumont não só sabia o que outros
pioneiros haviam feito antes dele como traz comentários sobre as descobertas
mais importantes da aeronavegação. Curiosamente, o inventor não deu um nome ao
livro, mas batizou os capítulos de maneira didática.

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