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Primeira edição do Folio tem balanço positivo

27 de outubro de 2015
2 min de leitura

Festival literário português atraiu 30 mil pessoas em 11 dias

Se as mesas de debates sobre sexo, drogas e literatura sobressaíram no início do Folio, o primeiro grande evento literário de Portugal que começou no dia 15 e acabou neste domingo, na cidadezinha de Óbidos, os temas relacionados à situação política de Angola marcaram os últimos dias do festival, que atraiu cerca de 30 mil pessoas ao pequeno vilarejo medieval. Há 34 dias em greve de fome para denunciar a falta de liberdade de expressão em Angola, onde foi preso por participar do grupo de leitura do livro Da democracia à ditadura, do americano Gene Sharp, o rapper e ativista luso-angolano Luaty Beirão foi citado ou homenageado na maioria das sessões, mesmo as que nada tinham a ver com política. Ao final do evento, que teve 200 escritores, 154 sessões literárias, 56 ilustradores, 11 livrarias, 37 conferências e um grande espetáculo musical diário, em 11 dias, os organizadores reconheceram o excesso de atrações, que estourou o orçamento inicial, em decorrência de acordos comerciais não cumpridos. Muitas atrações aconteceram simultaneamente, o que fazia com que algumas recebessem menos público do que o previsto. Mesmo assim, a comissão de cinco curadores decidiu manter a estrutura grandiosa para o ano que vem, já tendo confirmado o nome do escritor italiano Umberto Eco.

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