Sexo e drogas esquentam primeira ‘Flip’ de Portugal
Folio movimenta Óbidos, que já pensa em mudar de nome para atrair turismo literário
“Ao ler uma passagem de um romance, o leitor tem como identificar se o escritor usou álcool, maconha, cocaína ou LSD? Ou só café com açúcar?” A pergunta curiosa surgiu da plateia de uma das mesas de debates mais interessantes do primeiro Festival Internacional Literário de Óbidos (Folio) — evento inspirado na brasileira Flip na charmosa vila medieval que fica a 85 km de Lisboa. Era uma mesa que discutia a relação entre ciência e a literatura, com o escritor moçambicano (e biólogo) Mia Couto, o escritor angolano (e agrônomo) José Eduardo Agualusa e o neurocientista brasileiro (e escritor) Sidarta Ribeiro. Menos conhecido dos três, o diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e autor do livro de contos Limiar: uma década entre o cérebro e a mente, Sidarta foi o destaque da sessão, ao desmistificar a relação entre drogas e a literatura. Ele teve seu livro esgotado em todas as 11 livrarias do evento ao final da mesa de debates.
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