Historiador revê ação da Comuna de Paris e da vida dos rebeldes
Obra do norte-americano foge dos clichês e narra o episódio histórica da execução de 10 mil manifestantes por 130 mil militares
O historiador norte-americano John Merriman em seu livro A Comuna de Paris: 1871 – Origens e massacre
(Rocco 400 pp, R$ 59.50), mostra que um dos trágicos episódios da história
francesa foi também um dos mais criativos, indutor de movimentos artísticos
como o impressionismo e o pós-impressionismo. Pode parecer uma associação um
tanto bizarra, mas o fato é, segundo Merriman, que as ruínas das barricadas não
apagaram os traços ideológicos dos communards entre a burguesia artística
parisiense, a despeito dos esforços de reprimir aquele que o historiador
classifica como o primeiro levante socialista europeu a ter nos postos de
comando representantes da classe trabalhadora.
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