Boris Schnaiderman, um pacifista na linha de frente
Aos 98 anos, pioneiro na divulgação da literatura russa lança memórias da 2ª Guerra
Boris Schnaiderman vive com a mulher, a professora Jerusa Pires Ferreira, no bairro de Higienópolis, centro de São Paulo, em um apartamento repleto de livros. Os volumes estão por todas as partes, até mesmo nas cozinhas e nos banheiros. Sua biblioteca e a literatura são uma paixão antiga do escritor, tradutor e professor de 98 anos nascido na Rússia e naturalizado brasileiro. Responsável por versões brasileiras dos maiores clássicos da literatura russa, como Púchkin, Dostoiévski, Tolstói e Tchekhov, ele recorda outro lado de sua vida no livro Caderno italiano (Perspectiva), sobre sua participação na Força Expedicionária Brasileira (FEB) e na campanha de Monte Castelo, na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. É o segundo livro que Schnaiderman escreve sobre o assunto. O primeiro, Guerra em surdina (1964), era uma ficção, que só terminou de escrever 19 anos depois de voltar da incursão italiana.
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