Editor sírio publica para resistir à barbárie
Marwan Advan fala sobre o sonho familiar de editar livros
Ter uma editora para publicar obras de jovens escritores era o sonho do sírio Mamdouh Adwan, autor de 85 livros, entre romances, poemas e peças, e também tradutor (de Tenda dos milagres, de Jorge Amado, inclusive). Mas ele morreu em 2004, sem conseguir realizá-lo. Coube à sua mulher, dois anos depois, a criação da editora que levaria o nome do marido. E então ela também morreu, em 2013, deixando o negócio para seu filho, o engenheiro de computação Marwan Adwan. Àquela altura a situação da Síria já era catastrófica. “Estamos sofrendo e vivendo várias guerras ao mesmo tempo. As pessoas estão se matando, as cidades estão destruídas. Não precisamos de ditadores ou de extremistas, e nem da Rússia atacando”, conta o editor, que vive desde 2013, sozinho, em Dubai. Seu irmão está na Alemanha. Os parentes e amigos, ao redor do mundo. Marwan, 30 anos, participou da Feira do Livro de Frankfurt pelo segundo ano consecutivo como editor convidado. Ele ganhou um mini estande, hospedagem e ajuda de custo e espera vender os direitos de pelo menos 10 títulos que editou para outros países em 2016.
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