Literatura brasileira gera interesse em Frankfurt, mas faltam traduções
Mercado editorial brasileiro se prepara mais efetivamente para vender sua produção
São mais de 7 mil expositores de cerca de 100 países. Algo em torno de 270 mil pessoas circulando até domingo. Tem gente só olhando e tem gente procurando algo específico – o próximo best-seller, nos melhores sonhos, ou qualquer outra coisa. Quarta-feira (14), primeiro dia da Feira do Livro de Frankfurt, apareceu no estande coletivo do Brasil um editor da Nova Zelândia querendo obras com temática indígena. Havia várias. Mas a condição para que ele comprasse os direitos de publicação do título em seu país era a garantia de uma bolsa de tradução. Desde 2008, quando foi criado o projeto Brazilian Publishers, o mercado editorial brasileiro se prepara mais efetivamente para vender sua produção e poder atender pedidos como esse do neozelandês. O trabalho é de formiguinha. São anos de conversas com agentes e editores estrangeiros para descobrir o que os interessa. E para desconstruir clichês – ou reforçá-los. Hoje os editores brasileiros chegam a Frankfurt mais maduros. Trazem na mala obras originais e também traduções que eles mesmos fizeram na tentativa de convencer o comprador ali naqueles 15 minutos combinados.
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