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‘As livrarias se tornaram supermercados’

14 de outubro de 2015
1 min de leitura

Autor analisa a relação dos espaços voltados para a venda de livros com as editoras

Como você escolhe livros em uma livraria? A famosa compra de impulso? Chega a uma livraria, de preferência imensa, e fica ali garimpando títulos, namorando capas, puxando pela memória o que já leu, gostaria de ler, ou apenas sonhou ler? Afinal, não é a livraria a casa dos sonhos dos leitores? A casa onde você pode encontrar um livro que lhe dará respostas, ou abrirá uma nova porta, ou lhe entregará o bilhete para a próxima viagem? Não. A resposta é, lamentável e definitivamente, não. A livraria não é mais a casa da sabedoria, dos bons livros. Foi-se o tempo. Antes de ir a uma livraria, procure saber quais autores você quer ler. Qual assunto lhe agrada, qual romance te encanta. Por quê? Porque as livrarias se tornaram supermercados. Todos os livros que vocês veem nas gôndolas, bancadas, estantes ou vitrines estão ali porque as editoras pagaram para ali estarem. Cada centímetro da sua visão, ao entrar em uma livraria, tem um preço. É espaço vendido para as editoras, que se tornam reféns da estratégia.

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