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Colaboradores têm nome de volta ao ‘Aurélio’, mas cobram direitos

04 de outubro de 2015
2 min de leitura

Em disputa que chegou ao Supremo Tribunal Federal, lexicógrafos pleiteiam coautoria de dicionário

No ano em que comemora seus 40 anos, o dicionário Aurélio se vê em meio a um impasse judicial milionário. A causa acaba de chegar ao STF. Dois lexicógrafos da equipe de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (1910 – 1989), autor que virou nome da obra, foram à Justiça pleitear a coautoria, pagamentos de royalties e percentual de direitos autorais. Iniciado há 11 anos, esse imbróglio, antes de seguir para o STF, teve um desfecho no STJ em 18 de agosto, quando a corte deu ganho de causa aos herdeiros de Aurélio e ao Grupo Positivo, atual editora da obra, negando o pedido dos dois assistentes: Joaquim Campelo, 84, e Elza Tavares (1936 – 2010), representada por sua sobrinha, Ana Tavares. Campelo e Tavares figuraram no expediente do dicionário ao lado das lexicógrafas Margarida dos Anjos (1933 – 2009) e Marina Baird, viúva de Aurélio, de 1975 a junho de 2003 (28 anos) –período em que a obra era publicada pela Nova Fronteira. No fim de 2003, quando o dicionário foi para o Grupo Positivo por R$ 4 milhões em luvas, os herdeiros tiraram os nomes de Tavares e Campelo do expediente e suspenderam o pagamento de direitos autorais. A dupla entrou na Justiça, e exemplares foram retidos. A família Ferreira recuou. Os nomes foram reincluídos na obra. Já os repasses bancários cessaram.

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