Publicidade
Voltar CLIPPING

Pronta para ser lembrada

14 de setembro de 2015
2 min de leitura

A veterana Nélida Piñon é mais celebrada fora do que no Brasil

Feliz com a recente edição comemorativa daquele que considera seu livro mais importante – o romance A república dos sonhos, publicado pela primeira vez em 1984 –, Nélida Piñon continua a subir a “ladeira íngreme”. Aos 14 anos e já decidida a tornar-se escritora, ela parou de escrever um conto no momento exato em que o personagem ia subir uma ladeira. O que chama de “círculo demoníaco das frases feitas” tomou conta do texto, e Nélida foi incapaz de seguir adiante. Hoje recorda o bloqueio como dramático, mas fundamental para o caminho que sua literatura iria trilhar: “O lugar-comum ‘ladeira íngreme’ me condenava à banalidade. Ainda não tinha idade para fazer essa autocrítica, mas o fato é que parei um bom tempo de escrever narrativa. Saí em busca de uma nova aprendizagem, a dos recursos terminais da língua. Sem temer as consequências, optei pela ruptura, pela linguagem pura”. Sua obra soma 24 títulos –o mais recente, a reunião de contos A camisa do marido, saiu em 2014 e é semifinalista do Prêmio Oceanos. Está publicada em Portugal, Alemanha, Polônia, Estados Unidos, França, Itália, México, Argentina e Espanha. Segundo a Record, que tem em catálogo 18 de seus livros, a venda total da autora no Brasil gira em torno de 300 mil exemplares.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade