Poesia erótica à moda de Roma
Historiador francês Paul Veyne mostra que a poesia erótica romana pode agradar leitores dos nossos tempos
A poesia erótica romana, uma das formas de arte literária mais sofisticadas e menos compreendidas de todos os tempos, poderia agradar aos leitores dos dias de hoje? Historiador francês Paul Veyne sugere em Elegia erótica romana (Editora Unesp, 341 pp; R$ 64 – Trad.: Mariana Echalar) que os leitores atuais são pouco suscetíveis ao artifício latino característico dos elegíacos por estarem presos à estética da “intensidade”, que permeia a literatura modernista desde o romantismo. Para Veyne, porém, nem mesmo os comentadores da obra daqueles poetas antigos se deram conta, em geral, da ironia implícita em seus versos.
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