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Forte e atual, Adorno flagra as contradições do presente

08 de setembro de 2015
1 min de leitura

Psicanálise readquire teor subversivo nas sondagens do pensador alemão. Adorno critica até a liberação sexual; Ele a vê como 'aparência' e 'integração' à ordem do capital

O que valia mais para Theodor W. Adorno (1903-1969) era o aqui e o agora. Ele não só analisou o socialismo soviético, o fascismo alemão e o american way of life, dos quais escapou por pouco, como viu o nexo entre eles na formação da civilização contemporânea –aquela dos homens ocos e da sociedade lacerada. Ensaios sobre psicologia social e psicanálise (Unesp; 240 pp; R$ 48 – Trad. Verlaine Freitas) permite aquilatar a atualidade do pensamento do próprio Adorno, tal como exposto em ensaios de meados do século passado. Como Freud perdeu uma parte substantiva da sua relevância cultural nas últimas décadas, seria presumível que o livro dissesse pouco ao presente. Longe disso. Adorno continua forte. Ele abre brechas nas muralhas do pensamento automático e flagra as contradições irresolvidas do presente. Assim como mitos e deuses gregos (Édipo, Eros etc.) rejuvenesceram devido ao sentido novo que Freud lhes atribuiu, a psicanálise readquire teor subversivo nas sondagens de Adorno.

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