Para driblar a crise
Editoras apostam na força do juvenil na Bienal do Rio
Num ano de crise e estagnação no mercado, entre eles o editorial, a Bienal do Livro do Rio é uma espécie de sopro jovial. Literalmente jovial. Crianças sempre tiveram presença forte nas bienais, e, ao longo da última década, só vem aumentando a presença do público jovem, com idades entre 12 e 20 e poucos anos. Apostando nesses leitores, editoras sonham com faturamento gordo, mesmo num período de retração das vendas. Quem provoca frenesi nas bienais são autores que tratam dos temas e gêneros mais consumidos pela garotada: terror, suspense, aventura, o primeiro amor. São autores que não aparecem nos cadernos literários, não são indicados a prêmios e, muitas vezes, não são conhecidos pelo público adulto, mas conquistaram nos últimos anos uma legião de leitores talvez seja mais correto dizer fãs ardorosos. Isabela Freitas, mineira de 24 anos, é um exemplo desse novo perfil de escritor que movimenta as bienais. Não se iluda, não, seu segundo título, foi o mais vendido no Brasil em agosto, segundo lista do portal PublishNews. “Já fiquei oito horas autografando. Nesta Bienal vamos criar senhas para controlar melhor o tempo”, diz ela.
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