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Para driblar a crise

04 de setembro de 2015
1 min de leitura

Editoras apostam na força do juvenil na Bienal do Rio

Num ano de crise e estagnação no mercado, entre eles o editorial, a Bienal do Livro do Rio é uma espécie de sopro jovial. Literalmente jovial. Crianças sempre tiveram presença forte nas bienais, e, ao longo da última década, só vem aumentando a presença do público jovem, com idades entre 12 e 20 e poucos anos. Apostando nesses leitores, editoras sonham com faturamento gordo, mesmo num período de retração das vendas. Quem provoca frenesi nas bienais são autores que tratam dos temas e gêneros mais consumidos pela garotada: terror, suspense, aventura, o primeiro amor. São autores que não aparecem nos cadernos literários, não são indicados a prêmios e, muitas vezes, não são conhecidos pelo público adulto, mas conquistaram nos últimos anos uma legião de leitores – talvez seja mais correto dizer fãs ardorosos. Isabela Freitas, mineira de 24 anos, é um exemplo desse novo perfil de escritor que movimenta as bienais. Não se iluda, não, seu segundo título, foi o mais vendido no Brasil em agosto, segundo lista do portal PublishNews. “Já fiquei oito horas autografando. Nesta Bienal vamos criar senhas para controlar melhor o tempo”, diz ela.

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