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Peter Handke e seu teatro só de palavras

31 de agosto de 2015
1 min de leitura

Livro traz peças em que dramaturgo austríaco limita ação ao ato de falar

Embora alguns romances do escritor, poeta, ensaísta e dramaturgo austríaco Peter Handke já tenham sido publicados no Brasil, sobretudo em décadas passadas, ele ainda é pouco conhecido por aqui. A editora Perspectiva publica agora uma antologia bilíngue de peças do escritor, ainda inéditas em livro no País, organizadas e traduzidas por Samir Signeu. Em Peter Handke: peças faladas (Perspectiva, 240 pp.; R$ 50), o leitor encontrará quatro peças de meados dos anos 1960 (Predição, Insulto ao público, Autoacusação e Gritos de socorro), as quais, quando encenadas pela primeira vez, causaram muito alvoroço, por abandonarem completamente o ilusionismo e os “embustes simbólicos” que, na opinião do dramaturgo, impediam que a verdadeira realidade do palco se revelasse.

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