Ferreira Gullar recorda origens de suas principais obras
Completando 85 anos, poeta lança livro no dia 2, e participa da Bienal
Numa entrevista de 1965 para a Revista Civilização Brasileira, Ferreira Gullar disse que, em vez de “inspiração”, prefere o termo “espanto”, que descreve como uma forma de “ruptura do mundo”. No novo ensaio Autobiografia poética, ele diz que só escreve “movido pelo que chamo de espanto” e o define dessa vez como “a súbita constatação de que o mundo não está explicado e, por isso, a cada momento, nos põe diante de seu invencível mistério”. Separadas por 50 anos, as duas definições de “espanto” aparecem em Autobiografia poética e outros textos (Autêntica, 160 pp, R$ 44,90), que Gullar lança na quarta-feira (2), às 19h, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, em bate-papo com o jornalista Geneton Moraes Neto. O livro, que reúne um ensaio inédito, entrevistas e artigos sobre poesia, é seu primeiro pela editora Autêntica, que lança ainda este ano uma nova edição de O formigueiro (1955), em parceria com a Academia Brasileira de Letras (ABL), e prepara para 2016 uma coletânea de textos do poeta sobre artes plásticas. Gullar também é uma das principais atrações da 17ª Bienal do Livro do Rio, que começa quinta-feira no Riocentro.
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