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Autor holandês concilia personagem complexo e momentos de tensão

31 de agosto de 2015
1 min de leitura

'No mar', de Toine Heijmans, retrata homem que busca escapar da vida apática

“Quando lemos aventuras, são histórias de heróis”, avalia Donald, protagonista do romance No mar (Cosac Naify, 160 pp., R$ 32,90 – Trad.: Mariângela Guimarães), de Toine Heijmans, que está no Brasil para o encontro literário Café Amsterdã. “Mas agora que eu mesmo vim parar numa aventura, ela não tem nada de romântico”. Se a realidade não tem nenhum romantismo, o olhar sonhador de Donald trata de fabricá-lo. Ele está a bordo do veleiro Ishmael, que recebeu o nome do personagem de Moby Dick. Está, diz, em um período sabático, afastado do escritório onde não é valorizado. Para o protagonista, o conceito de sobrevivência levado às últimas consequências é o que garante alguma emoção. Assim, parte para uma temporada no mar. Um de seus objetivos é mostrar à filha, Maria, que a existência acomoda diferentes escolhas. Livro de estreia do jornalista holandês Toine Heijmans, No mar descreve a curta trajetória de um homem que, ao tentar escapar da falta de sentindo do mundo domesticado, descobre a mesma falta de sentido na indiferença brutal do mar que o cerca.

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