Selva Almada retrata famílias quebradas em ‘O vento que arrasa’
Livro é lançado pela Cosac Naify
Quatro integrantes de famílias destroçadas se encontram numa oficina mecânica, no meio do campo, no Chaco, no norte da Argentina. Um pastor evangélico e sua filha adolescente param em busca de reparo para o carro em que viajam. No local, encontram o mecânico e um rapaz, que trata como filho. Num espaço de tempo que corresponde a um dia e meio, vão interagir num cenário de desolação e poucas certezas, além de confrontar seus medos e crenças. Lembranças e flashbacks dão as chaves para entender que cada um tem um passado que contradiz um pouco quem são no presente. Essa é a trama de O vento que arrasa (Cosac Naify, 122 pp, R$ 29,90 – Trad.: Samuel Titan Jr.), romance da argentina Selva Almada. “Quis construir uma história sem mães. E com famílias quebradas, mais parecidas às que de fato existem nessa região. Há mulheres que têm de partir para buscar trabalho e sustentar os filhos, outras que são abandonadas e cujos filhos jamais sabem delas”, diz Almada.
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