Marcos Peres une crimes e Nietzsche em noir filosófico
A inspiração do segundo romance do vencedor dos prêmios São Paulo e SESC veio de aforismo de Nietzsche sobre a circularidade do tempo
Marcos Peres já estava conformado a ser um escritor sem leitores, como existem aos montes. A gaveta vivia entupida de romances e contos que dificilmente sairiam de lá. Tudo mudou quando a sorte de um conterrâneo lhe deu um novo ânimo. Em 2011, o maringaense Oscar Nakasato venceu o prêmio Benvirá, teve seu romance Nihonjin publicado e venceu o prêmio Jabuti. Peres então desengavetou O Evangelho segundo Hitler, romance que venceu o prêmio Sesc de Literatura em 2013, foi publicado pela Record e faturou ainda o prêmio São Paulo de Literatura. Ele retorna agora com seu segundo romance, Que fim levou Juliana Klein? (Record, 352 pp, R$ 40). A trama se passa em Curitiba, protagonizada por um personagem de Maringá, o delegado Irineu. Cabe a ele elucidar uma trama envolvendo mortes e a rixa entre duas famílias que dividem o meio acadêmico curitibano. A inspiração veio de aforismo de Nietzsche sobre a circularidade do tempo. A referência a outros autores, como Eco e Borges, é uma das marcas da ficção de Peres.
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