Doris Lessing foi espionada por 20 anos
A Prêmio Nobel de 2007 era suspeira de ‘antinacionalismo’ e ‘afinidade comunista’
O serviço secreto do Reino Unido investigou durante 20 anos a escritora britânica Doris Lessing (1919-2013), prêmio Nobel de Literatura de 2007, por seu “anticolonialismo” e sua “afinidade comunista”, segundo revelam documentos tornados públicos nesta sexta-feira, 21. O MI5, serviço de contraespionagem que atua no território do Reino Unido, com a ajuda da Polícia Metropolitana de Londres, gravou conversas telefônicas, vistoriou correspondência e vigiou Lessing entre o início da década de 1940 até aproximadamente 1962. A escritora e seus amigos foram investigados por sua “forte oposição ao colonialismo” desde 1940, quando se casou na Rodésia do Sul (hoje Zimbabue) com Gottfried Lessing, ativista comunista e líder do Left Book Club, espécie de clube do livro dedicado à literatura esquerdista.
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