Bienal do Livro: editoras apostam no evento para compensar ano ruim
Com mercado em queda, empresas investem na feira com expectativa de segurar os resultados de 2015
Para um setor que enfrenta uma crise, a pergunta que mais se faz atualmente é se 11 dias são capazes de compensar os problemas de um ano. O mercado editorial brasileiro vem sofrendo com os cortes nas vendas para os governos e também com a queda de faturamento no varejo, indícios de um horizonte nebuloso para fechar as contas de 2015. As grandes editoras, por isso, vêm alimentando a expectativa de que a Bienal do Livro do Rio, que vai se realizar entre os dias 3 e 13 de setembro, no Riocentro, possa ajudar a reverter o quadro negativo — não simplesmente pela venda de exemplares, mas sobretudo por recuperar o interesse do brasileiro pelo livro. A esperança em torno da Bienal é proporcional ao número de visitantes aguardados para esta que será sua 17ª edição: 600 mil pessoas, boa parte jovens, que têm na feira seu primeiro contato com o livro. No último ano do evento, em 2013, foram 3,5 milhões de obras vendidas, contra 2,8 milhões em 2011.
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