Sem preconceito, Vila-Matas celebra a arte contemporânea
'Não Há Lugar para a Lógica em Kassel' nasceu de projeto da Documenta
O escritor espanhol Enrique Vila-Matas possui familiaridade com arte contemporânea. Ele é um interlocutor frequente da artista francesa Dominique Gonzalez-Foerster, chegando a usá-la como personagem no livro Dublinesca (Cosac Naify, 2011). Outra artista com quem Vila-Matas já desenvolveu projeto é a também francesa Sophie Calle. Não é de estranhar, então, que o autor tenha sido convidado a participar da 13ª Documenta de Kassel, em 2012, na Alemanha, e dessa experiência tenha produzido seu mais novo romance, Não há lugar para a lógica em Kassel (Cosac Naify, 288 pp, R$ 47 Trad. Antônio Xerxenesky). Em 2012, um dos projetos da mostra foi convidar oito escritores (incluindo nomes como o mexicano Mario Bellatin e o chileno Alejandro Zambra) a permanecer alguns dias em um restaurante e lá escrever, se assim o desejassem. O primeiro livro a ser publicado dessa experiência é o de Vila-Matas. Em não há lugar para a lógica em Kassel, o autor, como em outros casos, apresenta-se como personagem, utilizando a exposição como pano de fundo.
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