Marcelo Rubens Paiva trata do assassinato do pai em seu novo livro
Em 'Ainda Estou Aqui', escritor valoriza a importância da memória
O dia 20 de janeiro de 1971 figura nervosamente em diversas passagens de Ainda estou aqui (Alfaguara; 296 pp; R$ 39,90; R$ 27,90, o e-book), novo livro de memórias de Marcelo Rubens Paiva. Foi naquela data que seu pai, o deputado cassado Rubens Paiva, foi recolhido da casa em que a família morava pela polícia da ditadura militar para nunca mais voltar. Durante anos, Marcelo, sua mãe Eunice e as quatro irmãs viveram o drama de receber notícias desencontradas, desde as que juravam que ele estava pronto para retornar como as que garantiam que Rubens Paiva não mais vivia. O livro é um tributo ao resgate da memória: a do pai, violentamente apagada pela ditadura, e a da mãe, que se estilhaça aos poucos. “Escrevi também como um testemunho para meu filho, uma das raras pessoas das quais minha mãe jamais se esquece.”
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