‘Capesius’ revê trajetória de nazista
Livro é escrito pelo alemão Dieter Schlesak
É extremamente penoso chegar ao final de Capesius – O farmacêutico de Auschwitz (Bertrand, 336 pp.; R$ 45). O livro, do escritor alemão Dieter Schlesak, empilha palavras como cadáveres mutilados e vilipendiados para tentar descrever o horror dos campos de extermínio. Na já vasta bibliografia sobre esse momento único da barbárie nazista, esta obra certamente terá um lugar entre as mais controversas e reveladoras. Não é possível atravessá-la sem enfrentar a incômoda sensação de que a assim chamada “humanidade” – nome que se dá à comunidade dos homens, que devem encontrar maneiras de conviver uns com os outros a despeito de suas diferenças – é uma completa impossibilidade. Um dos aspectos que tornam Capesius notável é o fato de retratar o comportamento de um zé-ninguém para explicar o empreendimento genocida dos nazistas. Antes da guerra, Victor Capesius era farmacêutico e representante comercial da Bayer em Schässburg, na Transilvânia.
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