Os fazedores de livros raros
Cresce a produção de volumes feitos como objetos de arte por artistas, designers e coletivos de todo o país, que se reúnem em vários eventos
Não exagerava Carlos Drummond de Andrade quando usou a expressão “desperdício de beleza” para os livros que um grupo de artistas do Recife fazia circular na década de 1950. De artesania editorial invulgar, os exemplares eram feitos a partir de experimentos tipográficos, aquarelas, xilogravuras coloridas à mão, vinhetas em linóleo, papéis diferentes, clichê de barbante, prensa manual. A história daquela geração, assim como todas as edições que concebeu, estão recuperadas em O Gráfico Amador: as origens da moderna tipografia brasileira (Verso Brasil, 176 pp, R$ 120), do designer, pesquisador e professor da área Guilherme Cunha Lima.
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