Em autobiografia, Oliver Sacks mostra como une ciência, arte e filosofia
Sacks retrata como a compreensão sobre o funcionamento do cérebro humano avançou de meados do século 20 até hoje.
Dizer que Sempre em movimento (Companhia das Letras; 384 pp.; R$ 59,90 E-e-book R$39,90 – Trad. Denise Bottmann), novo livro do neurologista e escritor britânico Oliver Sacks, 82, não segue o padrão que se espera da autobiografia de um cientista seria abusar do eufemismo. Autobiografias científicas, afinal, não costumam misturar descrições do funcionamento do cérebro com relatos sobre a carreira de motoqueiro, fisiculturista e usuário de drogas do protagonista. Ao mesmo tempo em que analisa de forma brutalmente honesta sua juventude errática, seus laços familiares e sua sexualidade, Sacks retrata como a compreensão sobre o funcionamento, a complexidade e a diversidade do cérebro humano avançou de meados do século 20 até hoje.
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