Após liberação de cartas de Mário, instituições reveem acesso a acervos
ABL e Fundação Joaquim Nabuco estão dispostas a rever normas internas para permitir o acesso aos acervos privados
Os maiores segredos da Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio –uma série de cartas, diários e outros manuscritos há décadas inacessíveis ao público–, têm sido escrutinados nas últimas semanas por uma equipe de quatro pesquisadores. A iniciativa de rever os papeis secretos decorreu de um revés para a instituição. Em junho, ela foi obrigada pela CGU (Controladoria-Geral da União) a liberar acesso a uma carta de Mário de Andrade a Manuel Bandeira, de 1928 –a única correspondência entre os dois na Casa de Rui que permanecia fechada, por conter comentários sobre a sexualidade do modernista. A decisão de liberar a carta de Mário foi tomada com base na Lei de Acesso à Informação. O posicionamento CGU foi visto com bons olhos por instituições do gênero. Algumas, como a Academia Brasileira de Letras e a Fundação Joaquim Nabuco estão dispostas a rever normas internas para “adequá-las aos novos tempos”, como diz Maria Oliveira, responsável pelo acervo literário da ABL.
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