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‘Bibliotecas brasileiras’ reúne fotografias e histórias de 11 instituições

12 de julho de 2015
2 min de leitura

Na obra, George Ermakoff lembra o passado dramático dos espaços, quase todos criados no século XIX

Primeira instituição pública do gênero no país, a Biblioteca do Estado da Bahia, criada em 1811, sofreu todo tipo de revés: instalada num andar sobre a sacristia de uma igreja, ela contava, para a compra de livros, com uma subscrição anual de dez mil réis paga por notáveis. Com a míngua das contribuições, D. João VI autorizou a extração de uma loteria, por três anos. O desabamento do telhado levou à transferência dos livros para um imóvel alugado; depois, para a Casa do Senado, e, mais tarde, para o prédio do Supremo Tribunal de Justiça. Deste, foi para o térreo do Palácio do Governo, num local, conta-se, exíguo. Uma crise política acabou atingindo literalmente o prédio. Bombardeado, teve parte do acervo de livros raros destruído; outra parte foi furtada. A saga não para aí, mas só esse trecho já é suficiente para exemplificar um traço que parece permear o percurso das bibliotecas públicas do país: quase todas, criadas no século XIX, têm uma “história dramática”. O fator comum foi identificado por George Ermakoff, que pesquisou a história de 11 instituições públicas para escrever Bibliotecas brasileiras, volume de 300 páginas que acaba de ser publicado pela editora que leva o seu nome.

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