Rui Campos: ‘Há uma sacudida no mercado, porém existem casos e casos’
Sócio da Travessa traça um panorama do setor em tempos de crise do mercado editorial
Rui Campos, sócio da Livraria da Travessa, que pelo terceiro ano consecutivo foi a livraria oficial da Flip, conversou com o repórter André Miranda, de O Globo, sobre a realidade do mercado e sobre a crise que bateu à porta das editoras e livrarias Brasil afora. Rui não acredita na tese que diz que não há mais espaços para livrarias nas cidades. “Quando começou o e-commerce. Foi aí que começou o bullying contra as livrarias, as pessoas dizendo que ‘agora acabou’”, disse. “Uma cidade sem comércio é o fim. O comércio traz vida, interatividade para as pessoas”, completa. “Aí, depois do e-commerce, veio o e-book, e eu lembro de as pessoas dizendo e dando números de projeção que mostravam que o e-book iria tomar todas as vendas. E o que a gente sabe hoje é que o e-book nunca passou de 3%. O e-book é uma realidade, uma ferramenta super útil, um conforto, mas ele ainda não disse ao que veio como produto de mercado. Enquanto isso, em 30 anos de Travessa, a gente só cresce”, abriu artilharia. Rui falou ainda sobre a Lei do Preço Fixo, em tramitação no Congresso: “a Lei do Preço Único, por exemplo, que eu chamo de Lei do Preço Justo, serviria para viabilizar o mercado amplo em todos os sentidos. Um dos efeitos benéficos seria preservar livrarias. Mas, se você tiver um mercado amplo, com muita livraria, é bom para todo mundo. As editoras teriam escoamento para sua produção, e o preço do livro iria baixar”. Clique aqui para ter acesso à íntegra da entrevista.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
