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Rui Campos: ‘Há uma sacudida no mercado, porém existem casos e casos’

05 de julho de 2015
2 min de leitura

Sócio da Travessa traça um panorama do setor em tempos de crise do mercado editorial

Rui Campos, sócio da Livraria da Travessa, que pelo terceiro ano consecutivo foi a livraria oficial da Flip, conversou com o repórter André Miranda, de O Globo, sobre a realidade do mercado e sobre a crise que bateu à porta das editoras e livrarias Brasil afora. Rui não acredita na tese que diz que não há mais espaços para livrarias nas cidades. “Quando começou o e-commerce. Foi aí que começou o bullying contra as livrarias, as pessoas dizendo que ‘agora acabou’”, disse. “Uma cidade sem comércio é o fim. O comércio traz vida, interatividade para as pessoas”, completa. “Aí, depois do e-commerce, veio o e-book, e eu lembro de as pessoas dizendo e dando números de projeção que mostravam que o e-book iria tomar todas as vendas. E o que a gente sabe hoje é que o e-book nunca passou de 3%. O e-book é uma realidade, uma ferramenta super útil, um conforto, mas ele ainda não disse ao que veio como produto de mercado. Enquanto isso, em 30 anos de Travessa, a gente só cresce”, abriu artilharia. Rui falou ainda sobre a Lei do Preço Fixo, em tramitação no Congresso: “a Lei do Preço Único, por exemplo, que eu chamo de Lei do Preço Justo, serviria para viabilizar o mercado amplo em todos os sentidos. Um dos efeitos benéficos seria preservar livrarias. Mas, se você tiver um mercado amplo, com muita livraria, é bom para todo mundo. As editoras teriam escoamento para sua produção, e o preço do livro iria baixar”. Clique aqui para ter acesso à íntegra da entrevista.

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