Flip I: Queniano Ngugi wa Thiong’o fala sobre dilemas da África
Escritor será atração em Paraty
Na década de 1960, enquanto a África vivia o colapso dos regimes coloniais europeus, uma nova geração de escritores africanos despontou no cenário mundial com obras que refletiam sobre as lutas por independência no continente. Ngugi wa Thiong’o entrou na linha de frente desse movimento em 1967, quando publicou seu terceiro romance, Um grão de trigo. Lançado apenas quatro anos depois da independência do Quênia, que deixou de ser colônia britânica em 1963, o livro era ao mesmo tempo uma afirmação da cultura queniana e uma meditação sobre as contradições e incertezas do novo momento do país. Um dos clássicos da literatura africana do século XX, Um grão de trigo será publicado no Brasil pela primeira vez em junho, pela Alfaguara, em tradução de Roberto Grey. Ngugi será um dos destaques da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece entre 1 e 5 de julho, onde lançará também Sonhos em tempo de guerra (Biblioteca Azul), primeiro volume de sua trilogia de memórias.
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