Francesco Forgione, um homem contra a máfia calabresa
Jornalista italiano faz um perfil da poderosa e ainda pouco conhecida ’ndrangheta
A primeira vez que Francesco Forgione sentiu a força e a violência da ’ndrangheta foi em junho de 1980. Aos 19 anos, já militava no Partido Comunista Italiano (PCI) da Calábria, região no sul do país, quando a máfia assassinou dois companheiros, jovens dirigentes do PCI. É a um deles, Giuseppe Valarioti, que ele dedica o seu livro Zona franca (Bertrand Brasil, 392 pp., R$ 49 – Trad.: Mario Fondelli), recém-lançado no Brasil, em que relata como o grupo fundado por camponeses se tornou uma máfia multinacional com uma gestão moderna e centralizada, alta fidelidade dos seus membros e incrivelmente pouco conhecida.
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