Nei Lopes mostra força da cultura africana
Romance Rio Negro, 50 foi publicado pela editora Record
No fatídico 17 de julho de 1950, depois da derrota para o Uruguai na final da Copa do Mundo, em pleno Maracanã, um homem com características de banto africano é supostamente confundido com o lateral Bigode, da seleção fracassada, e apanha até a morte na Rua Larga (atual Marechal Floriano) no centro do Rio. É o ponto de partida para o intelectual e artista Nei Lopes apresentar no romance Rio Negro, 50 (Record, 286 pp, R$ 35,R$ 24 o e-book) o protagonismo do negro em um efervescente período de 10 anos, quando os descendentes dos escravos começaram a dar importância à sua cultura na formação do povo brasileiro. O linchamento do falso Bigode é assunto no fictício Café e Bar Rio Negro, localizado em algum lugar do centro financeiro da cidade.
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