Vencedor do Pulitzer é épico que não se pode parar de ler
Toda luz que não podemos ver chega ao Brasil pelas mãos da Intrínseca
Não se pode dizer que um épico histórico sobre a Segunda Guerra seja uma escolha arriscada para um romance. O tema parece oferecer enfoques tão inesgotáveis quanto o interesse do público –motivo pelo qual Toda luz que não podemos ver (Intrínseca, 528 pp, R$ 39,90 – Trad.: Maria Carmelita Dias) começou a vender bem, antes mesmo de ser indicado ao National Book Award, em setembro, e ganhar, nesta semana, o Prêmio Pulitzer de ficção. Entretanto, se o resultado é (quase) garantido, o processo de se escrever algo assim nunca é simples. Reconstruir aquele momento requer um mínimo de pesquisa, sabedoria e principalmente sintonia. Como entender o que é viver aqueles cenários, naquele momento? Dizer que o norte-americano Anthony Doerr, 41, fez a lição de casa seria menosprezar o escritor e superestimar a escola. Lançado há um ano nos EUA, o livro teve recepção que surpreendeu editora e autor, cujos quatro livros anteriores, elogiados pela crítica, tiveram alcance restrito. Ao final de 2014, tinha vendido quase 1 milhão de cópias, o que levou a Intrínseca a tratá-lo como sua grande aposta para 2015 –coroada com o anúncio do Pulitzer dias depois de a tradução sair.
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