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Karin Schindler relembra formação do mercado editorial brasileiro

25 de abril de 2015
1 min de leitura

Agente literária testemunhou a formação do mercado como conhecemos hoje

Para quem se aposentou há menos de um mês, Karin Schindler demonstra uma disposição invejável. Com 84 anos, esta senhora judia alemã naturalizada uruguaia trabalhou 41 anos como agente literária e praticamente testemunhou a formação do mercado editorial brasileiro como o conhecemos hoje. Daqui para a frente, diz ela, vai fazer o que mais gosta: sentar no jardim nos fundos de sua casa e ler, de preferência nada que seja literatura. “Estou lendo um livro sobre a origem de expressões idiomáticas. Gosto mais disso do que de literatura”, admite Karin em seu sotaque carregado, que mascara um português perfeito. O aspecto meigo e bem-humorado esconde a negociadora implacável que várias gerações de editores tiveram de enfrentar. À frente da Agência Schindler, que instalou em um anexo no fundo do sobrado onde mora no Brooklin, Zona Oeste de São Paulo, Karin representou desde F. Scott Fitzgerald até Stephen Hawking, passando por Agatha Christie, Isaac Asimov e Harold Robbins, entre outros best-sellers.

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