Amanda Palmer estreia na literatura
Cantora conta como recorrer ao outro ajudou a transformá-la em fenômeno pop
Foi um longo percurso o de Amanda Palmer desde as ruas de Boston, onde trabalhava como estátua viva, até conquistar milhões de fãs e seguidores — tanto no cyberespaço quanto no mundo real, a bordo de seu projeto musical. No meio do caminho, a compositora americana, casada com o roteirista de quadrinhos Neil Gaiman, atuou como massagista terapêutica, balconista, stripper, hostess de festa fetichista e dominatrix. Entre os dois extremos da carreira artística, ela aprendeu a estabelecer conexões sólidas com seu público desenvolvendo um dos seus múltiplos talentos: o de não temer pedir ajuda para viabilizar sua arte — muito menos se sentir diminuída por isso. A arte de pedir (Intrinseca; 304 pp; R$ 34,90 – Trad. Denise Bottmann) foi um desdobramento natural da palestra apresentada pela cantora em um TED Talk, em 2013, que teve mais de seis milhões de visualizações. A autora também compartilha com os leitores bastidores da carreira.
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