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Mário de Andrade canta em registros inéditos

20 de abril de 2015
2 min de leitura

Morto há exatos 70 anos, Mário de Andrade terá seu legado celebrado na Flip de 2015

Em um filminho mudo, gravado em Santa Isabel, interior de São Paulo, Mário de Andrade aparece naquele que é o mais longo registro de sua imagem em movimento. São apenas alguns minutos, em meio a uma Festa do Divino Espírito Santo, no ano de 1933. Ao notar o movimento da câmera que se aproximava para flagrá-lo, faz um gesto evasivo com as mãos e dirige o foco para o que se passa além. Não é o homem que deve ser documentado – parece dizer – mas a manifestação popular, o festejo, a cultura de seu País. Talvez, por isso, a gravação seja tão rara – só se conhece uma outra filmagem semelhante. Talvez por isso nunca ninguém – além de seus contemporâneos – tenha escutado sua voz. Ao menos, até agora. Nos arquivos da universidade de Indiana, nos EUA, foi descoberto o único registro em áudio do autor de Macunaíma. Lá, guardado havia 75 anos, estava um disco de alumínio no qual Mário surge cantando. São cinco faixas, nas quais aparece acompanhado pela escritora Raquel de Queiroz e por Mary Pedrosa (mulher de Mário Pedrosa). Clique aqui para ouvir as duas faixas.

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