Zé Ninguém sai dos muros grafitado no Rio e vira livro
Alberto Serrano mudou de Nova York para o Rio após 11 de setembro e passou a deixar sua arte em todos as regiões da cidade
Recém-chegado e ainda tentando se adaptar ao Rio, o quadrinista nova-iorquino Alberto Serrano, o Tito, decidiu levar sua arte para os muros cariocas. Não queria só grafitar, mas contar uma história com princípio, meio e fim, como as dos quadrinhos. Surgia o personagem Zé Ninguém, que “percorria” bairros das zonas sul, norte e oeste em busca de sua Ana. Foram sete anos de histórias incompletas; 150 grafites espalhados pela cidade, da praia de Ipanema ao piscinão de Ramos. Como cada quadrinho estava num canto da cidade, não se sabia de onde tinha vindo, como havia se perdido de Ana. Na semana passada, os 150 grafites finalmente foram apresentados de forma ordenada: Zé Ninguém virou livro, lançado pela Edições de Janeiro. Zé Ninguém (464 pp, R$ 39,90) traz mapa informa os bairros em que Tito grafitou, para os que quiserem ver a arte de perto.
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