Editoras apostam em livros de dramaturgia brasileira
Público, contudo, se restringe a estudantes e profissionais do teatro; leitor não especializado ainda é um desafio
É um nicho pequeno e incipiente no Brasil, mas a publicação de dramaturgias tem ganhando força com lançamentos de pequenas editoras, que tentam cavar um espaço para o gênero no mercado editorial. Elas procuram ir além dos textos clássicos, como Tchékhov e Nelson Rodrigues, e apostar em autores que têm se destacado na produção contemporânea de teatro. A Giostri começou a investir na área em 2008 e tem hoje 150 nomes no catálogo. No ano passado, 30% dos 240 títulos lançados pela casa foram peças teatrais, afirma o fundador, Alex Giostri. Mas a saída dos livros ainda é pequena, com sobras de mais de 50%. Para Isabel Diegues, editora-chefe da Cobogó, as publicações mostram as nuances da dramaturgia: comentários e adaptações que nem sempre são vistos em cena. Outra dificuldade é expandir as vendas para leitores não especializados. “As pessoas acreditam que a peça é para ser assistida, não lida”, diz Mary Lou Paris, diretora da Terceiro Nome. “A cena teatral está muito rica”, diz Milton Ohata, editor da área de teatro da Cosac Naify. “Mas, ao contrário da Europa e dos EUA, onde há uma tradição consolidada, aqui é raro que um texto teatral sobreviva em livro.”
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