Mário de Andrade, o parteiro das Cirandas de Villa-Lobos
Estadão publica trechos de carta inédita do compositor ao poeta
A “tempestuosa proximidade”, feliz expressão usada por Jorge Coli para caracterizar as relações entre Heitor Villa-Lobos e Mário de Andrade, esconde segredos até hoje. Mário reconheceu a genialidade e indicou caminhos ao Villa, como Flávia Toni mostrou em livro editado pelo Centro Cultural São Paulo (1987). As cirandas, por exemplo, seu ciclo pianístico mais celebrado, nasceram em 1926 como um pedido “fictício” de Mário. Isso já era conhecido. Recentemente, Flávia e Manoel Aranha descobriram cartas e bilhetes de Villa a Mário, incluindo uma, inédita, na qual o compositor lhe fala das Cirandas. O lado musical de Mário tem sido pouco estudado. Flávia considera distorcida a imagem que o mundo musical ainda faz dele. “As cirandas e em consequência as Cirandinhas, sem dúvida das coisas mais geniais do Villa, ele as deve a mim”, escreve o poeta. Clique aqui e leia trechos da resposta do compositor, só agora trazida a público por Flávia Toni e Manoel Aranha.
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