Publicidade
Voltar CLIPPING

Em livro, economista defende que a América Latina precisa deixar dependência de commodities

21 de fevereiro de 2015
2 min de leitura

Economista afirma que período de bonança não trouxe crescimento sustentável

A América Latina deveria ter aproveitado o recente período de bonança, com a alta dos preços de commodities, para diversificar sua estrutura produtiva, investir em tecnologia e adotar políticas muito mais ambiciosas de integração no continente, desenvolvendo um mercado regional que fosse um contrapeso aos freios da economia mundial. A análise é do economista uruguaio Luis Bértola, 60, que lança no Brasil O desenvolvimento econômico da América Latina desde a independência (Elsevier, 400 pp, R$ 89,90). Escrito com o colombiano José Antonio Ocampo, 62, ex-executivo da ONU, o livro mostra em detalhes as marchas e contramarchas do desenvolvimento do continente, comparando-o com o dos países ricos. A obra identifica períodos em que a América Latina patinou (do início do século 19 até 1870), tempos em que cresceu bem (1870-1980) e novos momentos de estagnação, a partir dos anos 1980. Nos últimos anos, a região vinha dando um salto, mas o movimento de avanço e de redução da diferença (sempre enorme) em relação aos países ricos foi interrompido. “A América Latina já está crescendo abaixo dos países ricos da OCDE, e os prognósticos para os próximos anos são bastante moderados, em torno de 2,5%, 3%. Depois de uma década de fortíssimo crescimento, o ‘catch up’ foi cortado”, diz Bértola. [O livro será lançado no dia 6 de março, na UFRJ (av. Pasteur, 250, Rio de Janeiro/RJ)].

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade