Maria Amélia Mello assume catálogo literário da editora Autêntica
Após 30 anos no Grupo Record, ela também quer doar acervo com mais de cem entrevistas com escritores
Em dezembro do ano passado, o mercado editorial recebeu com surpresa a notícia de uma nova movimentação: Maria Amélia Mello ia deixar a mítica editora José Olympio — um dos marcos da história do livro no Brasil, hoje pertencente ao Grupo Record — depois de mais de 30 anos à frente da casa. Passado o burburinho, Maria Amélia dedicou a semana anterior ao carnaval à arrumação dos móveis de sua nova sala. Ela assume a partir de agora o cargo de editora literária da Autêntica. Maria Amélia vai trabalhar no escritório carioca da casa editorial, que mantém equipes também em Belo Horizonte e São Paulo. “Conheci muita gente legal nesses anos de José Olympio, onde publicamos alguns dos principais autores da literatura brasileira. Mas senti que um ciclo havia se esgotado, a editora tinha um trabalho estruturado, e eu queria algo novo”, afirma Maria Amélia. Ela conta que pediu para deixar a Record em setembro do ano passado. Começou a ser sondada por Rejane Dias, diretora da Autêntica, um pouco antes do anúncio oficial de sua saída. Até recebeu outros convites, mas não queria trabalhar para um grupo grande. Na Autêntica, a editora carioca vai continuar o trabalho de resgate da memória cultural que já fazia no Grupo Record, mas também vai buscar novos autores, de ficção e não ficção, clássicos e estreantes, brasileiros e estrangeiros. A ideia não é só fazer aquisições, mas principalmente pensar e “criar” livros novos.
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